O livro Destinos Deslocados nasceu de um forte sentimento que me perseguiu por praticamente toda a vida como uma sombra grudada aos meus pés – ou melhor, à minha alma. Um sentimento que se manifesta na busca por descobrir quem sou de fato e compreender a sensação permanente de “não pertencer” que sempre me afligiu.
Não pertencer, não encaixar, não entender, não concordar e, por fim, não aceitar. Sempre tive dificuldades para aceitar minha diferença, não aquela óbvia e inerente ao ser humano – somos todos individuais e únicos –, mas uma diferença mais sutil, camuflada por mim às vezes de propósito, mas quase sempre de forma inconsciente.
Talvez até pareça que estou tentando dizer que considerava essa diferença algo negativo, mas a verdade é que na maioria do tempo me sentia especial – e isso é muito perturbador. Durante anos achei que devia dizer algo, mas não sabia o quê. Finalmente aceitei a sugestão feita por alguns amigos: escrever um romance. Não sobre um tema que era secreto, mas sobre as histórias que gostava de contar em encontros sociais e que faziam as pessoas se divertirem e rirem por alguns instantes.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Querida Carol,
ResponderExcluirAs imagens de "Destinos Deslocados" são tão belas... se pudesses postar algumas por aqui, seria ótimo.
Mil beijos,
luluzinha.