segunda-feira, 7 de junho de 2010

Como tudo começou (1)

O livro que publiquei há três anos, Destinos Deslocados, conta basicamente a história de meus pais, Mireille e Ibrahim, que se mudaram para o Brasil em 1969 com sua pequena filha única de cinco anos nascida no Líbano: eu. Para mim, o livro foi acima de tudo uma prova pública da minha aceitação e gratidão pelos pais que tenho. Eles me ensinaram que é possível ser diferente e deram início à missão que pretendo honrar, oferecendo ao Brasil o que tenho de melhor: meus filhos. Neste blog, eu gostaria de continuar refletindo e discutindo a temática que é o pano de fundo do livro e, por assim dizer, da minha própria vida: o que é, afinal, sentir-se brasileira? Quantas gerações são necessárias para que os imigrantes que chegam ao Brasil ou a qualquer outro país assimilem novos hábitos e costumes? No meu caso, sinto ainda que estou entre dois mundos, dois pontos distantes entre os quais ainda não consegui estabelecer uma ligação plena. E fico me perguntando: quantas e quantas pessoas se sentem da mesma forma neste imenso e multicultural país?

4 comentários:

  1. Cynthia Arantes Quintino9 de junho de 2010 às 19:24

    Carol,

    Ouco meu marido - desde que o conheci, ha mais de 20 anos - falando sobre esses mesmos sentimentos...Acabei por concluir tratar-se de um assunto muito importante na formacao da identidade de uma pessoa...
    Desde ja estou super interessada na leitura de seu livro. Tenho certeza de que sera super util para o entendimento de algumas questoes de toda a familia dele...
    Parabens por abordar assunto tao interessante!!!
    Bjs,

    Cynthia Arantes Quintino

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  2. Querida Carol,

    Acabo de ler o primeiro post (o livro, li numa tacada só, pois naquela tarde não conseguia largá-lo nem para almoçar, rs) e já tô emocionada amiga. O que não é difícil quando é uma cabra com ascendente em câncer quem fala.

    Seu destino é o topo Carol: capricórnios atingem seus objetivos (terra), seu veículo (a água) nos atinge nos "phrenas", como diria o magnânimo Homero.

    Que os deuses a abençoem sempre amiga!
    Beijos,

    lu.

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  3. marcella sion libeskind15 de junho de 2010 às 19:34

    Seu livro até hoje fica reaparecendo na minha cabeça, como uma boa lembramça...Que bom que voce tomou gosto pela escrita e por contar tão bem suas estórias! Será um prazer visitar seu blog!!
    Beijo!!

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  4. Querida Marcella,
    Toda vez que você se refere ao meu texto sinto que devo continuar escrevendo... Só tenho uma coisa a dizer... Obrigada pelo incentivo!

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