quarta-feira, 30 de junho de 2010
Dimitri, um brasileiro
Li outro dia uma matéria na revista Modo de Vida, da Joyce Pascowitch, que começava assim: “Fui conhecer a casa do franco-baiano-marroquino Dimitri Ganzelevitch”. Antes de continuar a ler, já me perguntava: onde, afinal, teria nascido Dimitri? Na França, na Bahia ou no Marrocos? Pois é, isso sempre acontece comigo. Fico fascinada com a multiculturalidade dos cidadãos deste país. Paro logo no nome e começo minha fantasia. Onde nasceu, por que saiu de lá, e o quanto essa história teria influenciado suas escolhas profissionais. Sempre espero que uma pessoa assim produza algo de diferente, inovador, com tantas culturas correndo no sangue. Continuei a leitura e descobri que Dimitri é um marchand e colecionador com ideias muito particulares e firmes. Eis a conclusão do texto, assinado por Alberto Renault: “Preencher os espaços vazios para resistir à vida lá fora. Preencher elegendo e criando companhias, alegrias, e prazeres. Seria uma definição de morar?” Tento responder da perspectiva de alguém que talvez entenda o que ele quer dizer: preencher com lembranças, ou colecionar, aquilo que nos remete a um pedaço de nós mesmos que ficou em algum lugar lá atrás.
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Acho Dimitri uma personalidade marcante da sociedade do centro histórico da Bahia. Porém são justamente suas "ideias muito particulares e firmes" que da mesma forma que o destaca, também desgasta a sua imagem e suas boas ações. As suas críticas são muuuuuito persistentes e acabam incomodando até aqueles que tem uma certa simpatia a ele.
ResponderExcluirMuitos artista locais o evitam, pelo simples fato de achar que a sua postura não seja "politicamente correta", isso pra não dizer, nem um pouco comercial. Quando se vende (e vive de) arte, às vezes, tem-se que abraçar gregos e troianos.