Será que um imigrante consegue tocar sua vida adiante sem olhar para trás? Será que é possível construir uma história inteiramente nova, que desconsidere o passado? Muitas vezes me questiono se todo imigrante carrega consigo essa necessidade de conhecer suas origens.
Quanto tempo é necessário para que um brasileiro nato se sinta genuinamente brasileiro, sem se sentir patrioticamente ligado ao país – ou países – em que seus antepassados viveram?
Fica a pergunta para todos os filhos, netos e bisnetos de imigrantes que vieram para o Brasil e foram tão bem acolhidos. Conseguimos ser 100% brasileiros, sem amarras com o passado? Ou será que isso pouco importa?
sexta-feira, 11 de junho de 2010
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No meu caso do lado materno a família desembarcou no Rio de Janeiro na páscoa de 1822. Vieram da Inglaterra. No entanto no decorrer dos anos as mulheres sempre casaram com ingleses ou escoceses. Minha mãe com um inglês e o pai dela (meu avô) era escocês. Continuei a tradição pois a minha ex-esposa é inglesa. Apesar disto me considero 100% brasileiro
ResponderExcluirCada pessoa com sua história e seus desdobramentos. Minha matemática nessa equação fica meio estranha, 100% brasileira, claro, mas uns 22% escocesa. Me emociono ao ver capoeira e índios Xavantes cantando, assim como tenho que disfarçar o nó na garganta ao ouvir bagpipes (yes, quite bizarre). Minha avó quando visitava a Escócia dizia que lá não era mais seu lar, e sinto que o acolhimento dos brasileiros não era o suficiente. Para algumas pessoas,não pertencer plenamente a um lugar causa dor. O que diziam seus pais sobre isso?
ResponderExcluirFaço outra pergunta. Acho que você deve ter visto a exposição do S Salgado "Êxodos". Me lembro que foi um impacto, fiquei muda ao sair. Para mim, o grande aprendizado trazido pelos imigrantes/refugiados é a possibilidade de sermos mais tolerantes. Que reflexões você faz sobre refugiados/imigrantes?
ResponderExcluirEu acabo me sentindo como se não pertencesse a nenhum... me sinto Brasileira na Argentina e Argentina no Brasil... Já não consigo ser um só país. Mas isso acho que é positivo, é um sinal que não somos fechados, aceitamos as diferenças e incorporamos às nossas crenças e valores. Vcs tdos que compartilham este sentimento comigo?
ResponderExcluirQuerida Carol, fiquei impressionada com seu blog. Me identifiquei muito com ele. Estou agora morando na Alemanha, fiz Graded tbém.Mas cheguei ao Brasil com 7 anos, filha de pai italiano e mae peruana. Casei com alemao que cresceu no Japao. E sinto muitas vezes isso... que nao pertenco a lugar nenhum e pertenco a todos. Estudei jornalismo talvez para, através da escrita , expressar minhas emocoes. Adoraria ler seu livro. Parabéns mais uma vez e pena que nao nos conhecimos melhor na época do Graded. PS minha filha tbém nasceu 9.01.E meus avós, que moraram pelo mundo todo, diziam que a cidade mais maravilhosa e com as pessoas mais fantáticas estavam em Beirute ... a pérola do Oriente. Quem sabe nossos antepassados nao se cruzaram. !!! Abcos, Claudia Capasso
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