Certa vez o menino convidou Carol para o cinema, prontificando-se a comprar os ingressos e os refrigerantes com o dinheiro que havia economizado ao longo do mês. Fazia questão. Combinaram o programa e o menino esperou na porta do cinema por uma hora, mas Carol não apareceu. Sua avó Adibe já havia feito outros planos para ela e, como o rapaz não tinha telefone, Carol não pôde avisá-lo.
A menina nunca mais esqueceu daquele dia. De como chorou ao imaginar o amigo esperando, certamente convencido de que ela era mais uma riquinha cristã que não se importava com os sentimentos dos já tão maltratados palestinos. A menina jurou, naquele dia, que jamais voltaria a magoar um amigo daquela forma.
domingo, 18 de julho de 2010
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