segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ibrahim e Mireille (3)

Ibrahim também foi ao Kadri com um primo, Tôni, que passava uma temporada na fazenda - os dois iam eventualmente ao hotel para jogar gamão, beber e conversar. Ao avistar Mireille, Ibrahim logo lembrou da menina arrogante, de nariz empinado, que falava um árabe macarrônico. Como estudara em escola francesa - Beirute havia sido colônia francesa até 1948 -, ela preferia conversar no idioma de Proust, o que soava como exibicionismo para quem tinha orgulho das origens e grande interesse pelo legado dos antepassados, como Ibrahim, um árabe típico.

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