quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Um encontro inusitado
Puxei conversa com o rapaz que trabalhava como concierge do hotel de Miami em que me hospedei. O primeiro detalhe que me chamou a atenção foi o seu nome, Orestis. Perguntei a origem e ele respondeu que era grega. Adicionou, porém, que seu nome de batismo havia sido Tarik. “Por que mudou?”, eu quis saber. Ele contou que, assim que nasceu, seu pai, libanês, abandonou a mãe. Anos depois ela se casou com um grego, que o adotou e mudou o nome. Em seguida, o rapaz acrescentou algo incrível: “Ontem mesmo contei essa história para um casal de libaneses hospedado aqui no hotel e falei o nome do meu pai biológico. Ficaram completamente atônitos, pois não só o conheciam, como não sabiam que ele tinha um filho de um casamento anterior. Eles me passaram o e-mail do meu pai, mas pediram que eu os mantivesse longe da história, pois temiam algum tipo de represália.” Naquele dia, Orestis acabara de mandar um e-mail ao pai biológico e dizia estar esperando ansiosamente por uma resposta. Perguntei o quanto realmente desejava o contato. “Sabe, na verdade, não faz tanta diferença, estou feliz e amo meus pais. A única coisa que me mantém ligado ao passado é o fato de sempre me perguntarem se sou libanês, por causa das minhas características físicas. Não sei nada do Líbano, não falo a língua e nasci e cresci nos Estados Unidos. Mas de tanto ouvir que sou um típico libanês na aparência, resolvi saber um pouco mais. Assim como você, muitas pessoas despertam minha curiosidade quando falam da minha aparência.”
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Olá Carol,
ResponderExcluirBota inusitado nisso, hein?
Não é que o mundo seja "pequeno"; É que ele é redondo, rs.
Bjs.,
lu.